efeom

08/11/2022

Conheça esse conceito e entenda como a epigenética pode influenciar positiva ou negativamente na sua saúde de acordo com seus hábitos. 

Antigamente, acreditava-se que a nossa herança genética, presente em nosso genes, determinaria 100% de como seríamos. E que não seria possível modificar essas situações. 

Mas atualmente, com o avanços dos estudos sobre epigenética, acredita-se que nossas escolhas têm grande influência em nosso gene. Conforme as condições físicas e químicas do nosso corpo e do meio em que vivemos. 

É isso que nos permite adaptarmos às mudanças ambientais. Ou seja, agora, acredita-se que nossas experiências, especialmente na primeira infância, tem poder de mudar como reagimos  determinadas situações, ativando e desativando genes. 

Inclusive existem estudos em animais que confirmam a reversão dos efeitos do envelhecimento, por meio de uma reprogramação genética realizada nos testes. 

O que é epigenética

Esse conceito trata da capacidade que o nosso corpo desenvolveu de ativar ou desativar alguns dos genes, de acordo com o ambiente e estilo de vida que levamos.

A epigenética é uma ciência que estuda toda a carga genética que recebemos dos nossos antepassados e, pela análise dos genes, é possível compreender como os fatores ambientais, comportamentais e sociais podem gerar alterações pontuais nos genes que herdamos. 

Com isso, é possível compreender como o DNA funciona em prevenir determinadas doenças e complicações visando proporcionar uma maior longevidade, por exemplo. 

Ou por que pessoas com cargas genéticas muito semelhantes ou até mesmo iguais, como no caso de gêmeos univitelinos, podem ter reações,saúde e desenvolvimento diferentes se forem expostos a ambientes distintos durante seu crescimento. 

Nesse sentido, a epigenética também pode ter papel fundamental em colaborar para o envelhecimento saudável, evitando que existam as condições ideais para determinadas doenças previstas em nossa genética se desenvolvam. 

O epigenoma 

Epigenoma é o conjunto de químicas que marcam o genoma e orientam as células sobre os genes. Esse conjunto de marcas químicas identifica as células que devem ser ou não utilizadas, ativando ou desativando os genes. 

Os marcadores são chamados marcações moleculares epigenéticas, e podem ser influenciados por fatores como:

  • Alimentação
  • Medicação
  • Exposição química 
  • Experiências sociais

Atualmente, cientistas acreditam que algumas dessas marcas sobrevivem sendo passadas de geração em geração. Assim, a alimentação do seu pai ou da sua mãe pode afetar o seu  metabolismo e dos seus descendentes, por exemplo. 

Um estudo holandes mostra como esse processo afetou netos de holandeses que passaram fome durante a Segunda Guerra Mundial, levando-os à obesidade. 

Além disso, escolhas feitas pelos pais na infância e adolescência também nos influenciam. Se o pai fuma no início da adolescência, isso pode contribuir para uma expectativa de vida menor para seus descendentes. 

Um estudo realizado com camundongos demonstrou como isso acontece em um outro contexto. 

Neste estudo, pesquisadores fizeram com que os ratos associassem o cheiro da flor de cerejeira com a dor provocada por choques elétricos. Depois que os ratos procriaram, foi observado que seus descendentes ficavam nervosos ao sentir o cheiro da flor, mesmo nunca tendo passado pela experiência dos choques elétricos. 

Em seu DNA foram encontradas marcas epigenéticas em um gene responsável por codificar uma proteína que é receptora de odores. 

Qual o futuro da epigenética? 

A epigenética abre um universo de possibilidades. Por exemplo, já existem estudos para criar medicamentos que permitem remover marcas do epigenoma que favorecem a aparição de certos tumores. 

Também é possível revolucionar o tratamento de doenças como diabetes, lúpus e mal de Alzheimer. 

Mas a incógnita é como desenvolver tratamentos que atuem somente nos marcadores prejudiciais sem afetar os marcadores positivos, buscando usar a epigenética a nosso favor, influenciando nosso epigenoma de forma positiva. 

Com isso, existe uma perspectiva de não precisarmos apenas de sorte na loteria genética, mas sim que ao longo da vida possamos fazer escolhas que promovam  a expressão de genes benéficos e a manutenção do sistema imunológico funcional. Assim, permitindo viver com longevidade e boas condições de saúde. 

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