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30/11/2021

A microbiota intestinal tem grande influência no desenvolvimento de doenças autoimunes. Continue a leitura e entenda essa relação!

As doenças autoimunes (DAI) são um grupo de mais de 100 doenças relacionadas entre si, que podem atacar qualquer órgão ou sistema dentro do organismo. Desta forma as doenças autoimunes podem se desenvolver por predisposição genética e também surgirem ao longo da vida. 

Iniciando por meio de uma infecção por vírus, alto consumo de tabagismo ou menor exposição à luz solar, levando assim a inflamações crônicas que não chegam a homeostase, causando a desorientação do sistema imunológico. Além disso, o desequilíbrio da microbiota intestinal também contribui para o aparecimento de doenças autoimunes.

Está cada vez mais claro a relação entre as doenças autoimunes e a microbiota intestinal, com isso novos estudos apareceram na última década para facilitar a compreensão sobre a composição e funções da microbiota intestinal. Esse conhecimento oferece a possibilidade de uma nova rota para intervenções terapêuticas. 

A microbiota intestinal é um fator essencial que influencia os componentes celulares e humorais do sistema imunológico intestinal, diminuindo as inflamações crônicas. Sendo assim a microbiota intestinal a responsável por manter o equilíbrio entre a defesa e a tolerância imunológica de cada pessoa. 

Desta forma as disbioses da microbiota intestinal tem relação direta com várias alterações do sistema imunológico. Bem como a relação entre a microbiota intestinal e a imunidade inata pode contribuir para a patogênese de doenças autoimunes como artrite reumatoide, espondiloartrite e lúpus eritematoso sistêmico.

Microbiota e o desenvolvimento de doenças autoimunes

As bactérias intestinais têm papéis vitais no estabelecimento de um sistema imunológico inato regular. Por sua vez, a disbiose da microbiota intestinal pode causar a alteração do sistema imunológico inato e vice-versa. 

A interação dinâmica entre a microbiota intestinal e o sistema imunológico inato tem grande importância para manter o equilíbrio imunológico. Nesse sentido, as doenças autoimunes, como artrite reumatoide, espondiloartrite, lúpus eritematoso sistêmico, etc., são causadas pelo mau funcionamento do sistema imunológico, que produz anticorpos que atacam células saudáveis do próprio organismo. 

O ponto chave desse mau funcionamento do sistema imune pode estar relacionado à microbiota. Já que a microbiota intestinal altera a imunidade geral e contribui para a patogênese de doenças autoimunes por meio do sistema imunológico inato.

Pesquisas revelaram que a ativação da via inflamatória mediada por Toll-Like receptor (TLRs) por bactérias presentes na microbiota intestinal são o gatilho para a inflamação de várias doenças autoimunes. 

Estudos também demonstraram que há mudanças significativas na diversidade da microbiota entre pessoas com doenças autoimunes em comparação e população saudável. Também são relacionadas com marcadores de doença clínica e produção de anticorpos que reagem contra o próprio organismo. 

Assim, a disbiose da microbiota intestinal poderia causar a alteração do sistema imunológico inato local, como a via TLRs, o que levaria às alterações no sistema imunológico sistêmico e resultaria em uma resposta imunológica autorreativa.

Com isso, propostas de intervenções terapêuticas com objetivo de reduzir sintomas e sinais clínicos de doenças autoimunes através da remodelação da microbiota vem crescendo. 

Uma estratégia promissora é o uso de suplementos e fitoterápicos que propiciem a formação e manutenção de uma microbiota saudável e equilibrada. Esse sistema em equilíbrio tem impacto direto sobre a hiperreação provocada pelas doenças autoimunes, podendo reduzir o processo inflamatório sistêmico exacerbado e consequentemente os sintomas dessas doenças autoimunes. 

Por isso, cuidar da alimentação e estilo de vida quando possível e sempre consumir produtos que favoreçam a manutenção de uma microbiota saudável são estratégias para prevenir o surgimento de doenças autoimunes e melhorar a qualidade de vida das pessoas que já convivem com essas doenças.

A qualidade da microbiota intestinal

A microbiota intestinal é moldada, com o passar dos anos, seja por fatores positivos ou negativos. Esses fatores podem ser a carga genética, idade, estilo de vida, dieta, exercícios, hábitos de higiene, estresse, poluição, tabagismo, uso de antibióticos, entre outros. 

Sendo assim, a qualidade da microbiota intestinal é relativamente flexível ao hábito alimentar. E o consumo de alimentos prebióticos, probióticos e simbióticos melhoram a qualidade da microbiota, devido a sua capacidade de induzir uma produção de cepas benéficas ao intestino, auxiliando na diminuição de processos inflamatórios.

Assim também pessoas obesas ou com sobrepeso possuem uma microbiota  diferente de pessoas magras. Há uma prevalência de bactérias do filo Bacteroidetes, em obesos, enquanto indivíduos no peso ideal apresentam o aumento de bactérias dos filos Firmicutes e Actinobacteria.

Com isso percebemos que uma alimentação com alto consumo de gorduras aumenta a taxa de proliferação das células-tronco intestinais e concede características destas células às células não-tronco. Favorecendo, assim, a formação de tumores e aumentando as chances de desencadear uma doença autoimune. 

Bem como os  níveis elevados de glicose no sangue – quadro de hiperglicemia – modificam o metabolismo e a expressão gênica das células epiteliais intestinais, enfraquecendo a barreira epitelial e facilitando a entrada e dispersão de agentes patogênicos.

Desta forma, manter uma boa dieta é a melhor maneira de manter a microbiota saudável, O consumo de prebióticos também contribuem, e muito, para reequilibrar a flora microbiana do intestino, pois são substratos da fermentação de microrganismos benéficos. 

Sendo assim, esses alimentos são facilmente encontrados nos legumes, frutas e grãos como: Feijões (feijão carioca, feijão preto, ervilha, lentilha, grão-de-bico). Na aveia, dando preferência para a versão sem glúten, banana, aspargo, cebola, alho entre outros. Além da alimentação, todos esses benefícios também podem ser obtidos através de suplementação de prebióticos, com o Efeom LL1. Entre em contato e saiba mais!


Fonte:
Jiao Y, Wu L, Huntington ND, Zhang X. Crosstalk Between Gut Microbiota and Innate Immunity and Its Implication in Autoimmune Diseases. Front Immunol. 2020 Feb 21;11:282. doi: 10.3389/fimmu.2020.00282. PMID: 32153586; PMCID: PMC7047319.

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