efeom

08/02/2022

Saúde mental e intestino estão diretamente ligados. Entenda essa relação, e como o desequilíbrio de uma das partes pode impactar diretamente a qualidade de vida.

Quando falamos sobre saúde mental e nosso corpo, quais órgãos passam pela sua cabeça? Certamente coração, não é mesmo? Mas saiba que o intestino está diretamente ligado à mente, em uma via de mão dupla. 

Portanto se algum desses pontos estiverem em desequilíbrio o outro será afetado. Isso porque a microbiota intestinal sofre alterações devido ao estado emocional, seja ela causada por problemas como depressão, ansiedade, estresse e outros transtornos mentais. Por isso, preparamos esse artigo para explicar a relação entre saúde mental e intestino!

Qual é a relação entre saúde mental e intestino?

Por muitos anos médicos não relacionavam as alterações ocasionadas no intestino com a saúde mental do paciente. Isso começou a mudar a partir dos anos 80, quando as relações entre o sistema nervoso, e suas implicações na qualidade de vida, doenças e saúde mental começaram a ser pesquisadas com maior profundidade pela comunidade científica.

Existe assim uma comunicação complexa de mão dupla entre sistema nervoso central e trato gastrointestinal. Ou seja, alterações psíquicas podem interferir em processos digestivos, absortivos e secretivos. 

A via contrária também acontece, onde inflamações intestinais podem estar relacionadas com as alterações psíquicas como tomadas de decisões, afeto, humor e saciedade.

O intestino humano possui trilhões de microorganismos, que compõem a microbiota. Esses microorganismos são vastos e diferentes e quando estão em proporções adequadas só trazem benefícios em nosso sistema imunológico. 

Porém mudanças de hábitos, tanto de vida como alimentares, podem causar um desequilíbrio na microbiota, ocasionando doenças endócrinas, neurológicas além da obesidade. 

Como a microbiota intestinal influencia também na saúde mental?

A relação do trato gastrointestinal com o cérebro é tão importante e complexa que os pesquisadores começaram a rotular esse relacionamento de eixo cérebro-intestino

Ele é composto por hormônios, células imunes, moléculas microbianas, neurotransmissores e neuromoduladores. O intestino desempenha um papel tão importante que muitas vezes é chamado de segundo cérebro.

O intestino também possui neurônios e aloja trilhões de bactérias, boa parte delas envolvidas em processos cruciais do organismo. Essas bactérias são responsáveis por coordenar tarefas como a liberação de substâncias digestivas e os movimentos que estimulam o bolo fecal a ir embora. 

Além de fazer parte do processo digestivo, os neurônios intestinais são responsáveis por boa parte, para não dizer quase toda a serotonina produzida em nosso corpo. 

Estudos mostram que o intestino é responsável pela produção entre 80% e 90% da serotonina, que é na verdade um neurotransmissor que possui grande impacto na relação de bem estar. 

Além disso, é responsável por regular o ritmo cardíaco, o sono, apetite, humor, memória e a temperatura corporal. Além da serotonina as bactérias intestinais também influenciam a utilização de outros neurotransmissores extremamente importantes, como a dopamina que é responsável pelas sensações de prazer, além de atuar no controle de movimentos, aprendizado e memória.

O intestino também é responsável por produzir mais de 30 mensageiros químicos que levam “recados” para o cérebro. Mudanças na microbiota intestinal podem causar doenças graves e crônicas como depressão, por “passar um recado errado de exaustão”, Estudos também já comprovaram que a composição da microbiota intestinal de pessoas com depressão é diferenciada da microbiota de indivíduos saudáveis.

Como melhorar a microbiota intestinal?

Pesquisas sugerem que para melhorar a microbiota intestinal é necessário realizar duas coisas em conjunto. A primeira é ingerir probióticos, que são bactérias benéficas e que melhoram o funcionamento do organismo, junto com a mudança ou melhora no padrão alimentar.

A introdução de probióticos pode ser feita de duas formas: com a ingestão de alimentos que possuem essas bactérias e, quando ingeridas, a quantidade desses microrganismos no intestino aumenta. 

Os alimentos que possuem maior quantidade de probióticos são fermentados como: kefir,  kombucha e outros produtos orientais feitos à base de soja como tempeh, miso, natto e kimchi. 

Além dos alimentos, prebióticos também podem ser consumidos na forma de suplementos, assim você terá a certeza que está ingerindo a quantidade correta para o bom funcionamento do organismo e também para a multiplicação da sua microbiota intestinal. 

Geralmente, são compostos por cepas bacterianas, como os lactobacilos que promovem diversos benefícios para o corpo. 

Além disso, para que sua alimentação seja mais saudável, prefira alimentos integrais e na sua forma mais natural possível, evitando assim processados e refinados. Assim, a população de bactérias boas aumenta  no intestino, favorecendo tanto o aspecto físico quanto a saúde mental.

Como você pode perceber, a saúde intestinal pode impactar e muito na saúde mental e também em outras áreas. Portanto, é essencial manter o equilíbrio da microbiota intestinal. Quer saber mais sobre essa relação e a importância da saúde intestinal? Continue acompanhando nosso blog!

Notícias relacionadas