efeom

14/01/2022

Será que dormir mal engorda? Essa é uma dúvida antiga e, neste conteúdo, trouxemos evidências científicas para responder essa questão!

O questionamento sobre o aumento de peso por conta de problemas com o sono já é antigo. E a ciência tem a resposta para essa dúvida. É comprovado que dormir mal engorda, visto que a curta duração do sono, ou sua privação, desequilibra os níveis de hormônios do corpo humano e também atrapalha a dieta causando acúmulo de gordura no corpo.


Entenda os estudos realizados


Vários estudos populacionais associam a obesidade a noites mal dormidas. Como por exemplo o artigo publicado na revista científica Science Advances que concluiu que a curta duração do sono tem sido associada à obesidade. Aumentando também a ingestão de alimentos entre os momentos de insônia, diminuição do gasto de energia e mudanças nos níveis de hormônios reguladores do apetite, como a leptina e a grelina. 

Para comprovar que dormir mal engorda, foram realizados estudos de intervenção clínica. Entre os apontamentos do estudo, a má qualidade do sono, ou dormir menos de 6 horas por noite, além de facilitar o ganho de peso, desequilibra o organismo causando maior acúmulo de gordura, aumentando também a ingestão e gasto energético. 

Também foi comprovado que as pessoas que dormem mal tendem a ter um índice de massa corporal (IMC) maior do que aquelas que dormem mais de 6 horas por dia. 

Ainda de acordo com a pesquisa, a privação de sono também auxilia no aumento da gordura e reduz o ganho muscular. Visto que a falta de sono reduz o nível de absorção de proteínas, que são as principais responsáveis pela formação da musculatura. 


Como a falta de sono afeta nosso organismo 


Muitos fatores relativamente novos estão contribuindo para a restrição de sono, como o uso de celulares por longas horas e assistir televisão como uma tentativa de pegar no sono mais rápido. Tudo isso pode agravar o comportamento sedentário e aumentar a ingestão calórica. 

Bem como as longas jornadas de trabalho, o estresse do dia-a-dia e as longas horas no trânsito. Isso favorece o ganho de peso e os distúrbios metabólicos relacionados à obesidade, já que todos esses fatores possuem uma forte ligação com tempos de sono mais curtos.

Entre os mecanismos pelos quais a privação parcial do sono pode afetar o equilíbrio energético está a regulação do apetite. A redução do sono pode interromper a regulação dos hormônios relacionados com o controle do apetite no cérebro, especificamente aumentando a grelina e diminuindo a leptina. 

A comprovação científica que dormir mal engorda vem pelo desequilíbrio dos hormônios da vigília e os níveis de grelina. Afinal com o aumento da vigília os níveis de grelina, hormônio responsável por transmitir o sinal de fome ao cérebro, também são elevados. Causando assim o desequilíbrio, o que  pode promover episódios de falta de apetite ou de grandes ingestão de alimentos e desequilíbrio do balanço energético. 

Um outro fator que contribui para a premissa de que dormir mal engorda é o desequilíbrio do hormônio da leptina. Que é a responsável por reduzir o apetite, além de informar ao cérebro que os estoques de energia provenientes da gordura estão adequados. 

Quando estamos privados de sono ou temos uma noite sem longos estágios de sono profundo, não há a liberação da leptina, visto que a produção desse hormônio é feita somente à noite, diminuindo assim o gasto energético do organismo.

Por isso, durante o processo de emagrecimento, buscar um padrão de sono regular pode representar uma estratégia para pessoas que enfrentam dificuldades para controlar o peso. 

Sendo assim, há vários caminhos que podem vincular a restrição de sono ao ganho de peso e obesidade, incluindo aumento da ingestão de alimentos, diminuição do gasto de energia e mudanças nos níveis de hormônios reguladores do apetite, como a leptina e a grelina. 

Outros fatores também contribuem para a restrição do sono e ao sedentarismo,  como o uso de smartphones antes de dormir e ficar assistindo televisão ou no computador por longas horas.

Uma ferramenta que pode contribuir para restabelecer padrões normais de sono é o uso de suplementos nutracêuticos que contenham elementos prebióticos, já que o consumo de fibras prebióticas como FOS contribuem para a melhora do sono REM e não-REM.


Fonte:

St-Onge MP. Sleep-obesity relation: underlying mechanisms and consequences for treatment. Obes Rev. 2017 Feb;18 Suppl 1:34-39. doi: 10.1111/obr.12499. PMID: 28164452.

Notícias relacionadas