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05/06/2023

Quando forem identificadas alterações nas enzimas hepáticas de um paciente, é porque algum problema no fígado está causado este problema. Saiba o que pode ser:

O Fígado é um órgão vital para o bom funcionamento do corpo humano, responsável pelo metabolismo e pela produção de várias substâncias, além de realizar a síntese de sais biliares, produção de hormônios regulação de carboidratos, proteínas e lipídios.

Existem relatos históricos de estudos a respeito da histologia hepática que datam 3000 anos antes de Cristo (segundo Matos 2010) o fígado era considerado o centro das emoções a alma, por esta ideia foi o órgão mais estudado e foco de várias teorias.

Anatomicamente fica na parte cranial do abdômen, sua unidade básica é denominada lóbulo hepático. A estrutura hepática é povoada pelos hepatócitos, que são denominados de células hepáticas.

O Fígado desempenha três funções básicas:

Função Vascular: armazena e filtra o sangue;

Função Metabólica: controle dos sistemas do organismo;

Função excretora e secretora: responsável pela formação da bile.

Para verificar a função hepática, podemos mensurar através das enzimas hepáticas, que podem ser marcadores das lesões hepáticas, as enzimas mais utilizadas são ALT, AST e GGT.

ALT: antigamente chamada de TGP, é uma enzima encontrada nos hepatócitos sendo a mais específica para lesão hepatocelular;

AST: antes chamado TGO, é uma enzima que facilita o metabolismo dos aminoácidos;

GGT: é uma enzima encontrada em vários órgãos além do fígado, quando elevada pode refletir doenças biliares, e abuso de álcool.

As doenças hepáticas

Fosfatase Alcalina é derivada do fígado e ossos. Uma fosfatase alcalina elevada pode ser fracionada para determinar se vem do fígado ou dos ossos. Porém, para confirmar se é de fonte hepática observa se geralmente com a elevação da GGT.

As doenças hepáticas são crônicas e muitas vezes silenciosas.  Alguns sintomas relatados pelas pessoas acometidas são: 

  • dor de cabeça recorrente;
  • manchas roxas;
  • mal-estar;
  • pele ou olhos amarelados;
  • perda de apetite;
  • urina escura;
  • dor na região superior direita do abdômen.

Estes aspectos estão relacionadas ao mau funcionamento do metabolismo, pois o fígado tem uma função muito importante no organismo participando na regulação dos carboidratos, proteínas, e lipídios. Atua ainda na excreção de hormônios e armazenamento de substâncias.

Ocorrendo aumento na quantidade das enzimas hepáticas, há a indicação de mau funcionamento do fígado. 

A infiltração de gordura hepática pode estar relacionada a várias patologias tais como: hepatite C, doença alcoólica, hemocromatose, no caso de esteatose hepática. 

O diagnóstico pode ser feito por ultrassom e também pelo acompanhamento das enzimas hepáticas principalmente as transaminases.

Gordura no fígado

Na inflamação hepática, o acúmulo de gordura no fígado é resultado de um metabolismo que está disfuncional. Nota-se, se há parâmetros inflamatórios nos exames de sangue, elevação das enzimas hepáticas que podem levar a esteato-hepatite não alcoólica, esta relacionada a síndrome metabólica. 

A resistência à insulina e o acúmulo de gordura hepática frequentemente, são resultados do triglicérides que não pode ser metabolizado pelas células do organismo.

A resistência à insulina corrobora para o acúmulo de gordura hepática, impedindo também a sua queima. Ocorre aqui a síndrome metabólica, um ciclo que se repete:

A saúde hepática depende de um metabolismo super eficiente e através da modulação da microbiota intestinal podemos elevar a homeostase fazendo com que este sistema trabalhe em sintonia.

Como os Prebióticos melhoram as inflamações hepáticas

Estudos científicos comprovam que Prebióticos e compostos bioativos com função antioxidante reduzem o estresse oxidativo, melhorando a inflamação hepática. O Magnésio diminui a produção de citocinas,  mediadas pelo fator nuclear Nfkb e a a Silimarina exerce função hepatoprotetora.

Também é importante frisar a respeito da produção científica realizada pela EFEOM Nutrição. O Teste Clínico Realizado na FMUSP onde resultados sobre Obesidade, com Voluntários que Consumiram a Composição Prebiótica EFEOM LL1 + Silimarina, em Duplo Cego, por 180 dias, reduziu as  Enzimas Hepáticas ALT e AAR: A redução dessas enzimas hepáticas é resultado da redução da atividade oxidativa da glicose no fígado. 

Essa redução é muito benéfica para reduzir a fibrose e a cirrose, nos casos de esteatose hepática. Aliás, confirma os resultados de um artigo anterior, sobre o teste pré-clínico com camundongos, que já havia mostrado significativa redução da esteatose e fibrose hepáticas.

Assim atualmente, profissionais de saúde já têm outras opções para o controle das patologias de ordem hepáticas, com a vantagem de fugir dos efeitos colaterais medicamentosos.

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Fonte:

1.Berk PD, Moyer C. Bilirubin metabolism and the hereditary hiperbilirrubinemias. Semin Liver Dis 1994; 14:321-394. 

2.Blanckert N, Fevery J. Physiology and pathophysiology of bilirubin metabolism. In “Hepatology. A texbook of liver disease”. Zakim D, Boyer TD, Philadelphia: WB Saunders 1990; 1:254-302.

3.Borges DR. Testes hepáticos e testes de função hepática. In “Gastroenterologia e Hepatologia: diagnóstico e tratamento”.  Mincis M, 2ª. Edição. São Paulo: Lemoseditorial; 1998. p:565-585.

4.Bouwens L, Wisse E. Pit cells in liver. Liver 1992; 12:3-9.

5.Brites D, Tiribelli C. Metabolismo das bilirrubinas. In “Doenças do fígado e vias biliares”. Gayotto e Alves, Savvier: São Paulo; 2001. p 69-92. 

6.Burchell B. Molecular biology of the uridine diphosphate glucuronosyl transferases. In “Hepatic transport and bile secretion: physiology and pathophysiology. Tavoloni N, Berk PD, New York: Raven Press; 1993. p. 489-499.

7.Cançado E, Barbosa E, Dias M. Doença de Wilson. In “Doenças do Fígado e Vias Biliares”. Gayotto e Alves, Savvier, 2a. edição. São Paulo: Savvier;  2001. 32:377391. 

8.Chamone DAF, D’Amico EA, Villaça PR. Fígado e hemostasia. In “Doenças do fígado e vias biliares”. Gayotto e Alves. 1ª. Edição. São Paulo: Savvier; 2001. p :59-68.

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